A aceleração das Mudanças Climáticas, hoje, é um dos temas mais discutidos. Neste ano o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou seu quinto e último relatório que alerta que não há mais margem para dúvidas de que o aquecimento global está ocorrendo. Muitos cientistas concordam que essas mudanças foram desencadeadas pela ação humana, aumentando a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As consequências da alteração da dinâmica do clima são diferenciadas regionalmente, mas em geral, implicam em temperaturas médias mais elevadas, mudanças no regime de chuvas e maior frequência de fenômenos climáticos extremos. Torna-se imperioso que repensemos nossas atitudes em relação ao meio ambiente e priorizemos a minimização deste problema.

A educação, especialmente nas escolas de educação básica, é uma excelente ferramenta para que se hajam mudanças nos padrões de consumo no mundo, portanto, é uma aliada na mitigação das mudanças do clima.

As escolas precisam apresentar todo este cenário, suas causas e consequências para as crianças e jovens. Além disso, é preciso proporcionar vivências significativas, em que eles, como atores, possam interceder. Desta maneira, a escola estará cumprindo seu papel, preparando-os assim para o mundo que hoje, que se encontra em meio a uma emergência socioambiental.

Desta maneira, a meu ver, acredito que a educação escolar básica tenha um papel fundamental na mitigação das mudanças climáticas, pois esta tem o dever de expor os alunos a esta realidade. Mais do que isso, a escola precisa instrumentalizá-los, estimulando-os a identificar formas de atuação individual e coletiva.

É importante mencionar que a escola como um todo pode tomar medidas, sempre envolvendo seus alunos, para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, como: cultivar organicamente, tanto quanto possível, os seus próprios alimentos; implementar maneiras de reduzir seu consumo de energia e água; reduzir a produção de resíduos sólidos; realizar compostagem; promover o transporte coletivo, a carona, a caminhada e as bicicletas como formas alternativas de ir à escola; favorecer a compra de produtos locais para reduzir as emissões de carbono por transportes; etc. Assim, os alunos expostos e envolvidos em uma rotina mais harmoniosa com o planeta, estarão mais propensos a viver de forma sustentável.

É mais fácil promover uma vida sustentável enquanto eles ainda são crianças do que promover uma mudança em seu estilo de vida quando estes já tiverem atingido a idade adulta. Não é óbvio? Então, por que mais investimentos são feitos em adultos do que em crianças?

É NECESSÁRIO ENVOLVER AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA AGENDA DE MITIGAÇÃO, EM VEZ DE TRATÁ-LAS COMO OBSERVADORES PACÍFICOS OU VÍTIMAS.